Uma ampla sala de cores assépticas estava ocupada por mim e um homem sentado duas fileiras a frente. Ambos aguardávamos chamar o nosso nome pela porta ao lado da TV, que exibia um concurso de culinária. Apesar de exercer um tanto de autocontrole, as perspectivas eram melhores: um exame de urina apenas. Nenhuma agulha ou imersão em cápsulas barulhentas. Talvez por isso, pude dar alguma a atenção foi um painel à direita que quase cobria a parede. Era uma foto ampliada de duas crianças sorridentes, deitadas num gramado vistoso.

O sorriso de um menino. Descansado e vivaz. Há dois anos que não via um.

Esperas

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